samedi 17 avril 2010

Regina

Era final de expediente de uma sexta-feira tranqüila no escritório e Regina estava comemorando, pois ia revê-lo logo, fazia uma semana que seu namorado viajava a negócios, e ela já tinha preparado todo um esquema para uma grande noite.
Enquanto arrumava as coisas da mesa do trabalho, um sinal pisca no canto da tela do notebook, ela da um duplo clique e vê um e-mail que acabara de chegar. “Quem mandaria um e-mail no fim do expediente, só pode ta de brincadeira...” – mesmo assim ela abriu a caixa de entrada. Espantada, ficou sem entender, era dele... Com um sorriso e sem pensar foi ler: “Regina, sei que é uma péssima forma de fazer isso, mas não quero te ver mais, não há nada com você, e sim comigo, estou terminando. Desculpas.” – Regina ficou imóvel por alguns segundos, sentia-se como se todo o prédio tivesse sumido, sentia um vácuo, o estomago do nada começava a queimar os olhos secos por não piscar enquanto lia novamente aquela única linha.
Como sempre foi de personalidade forte, fez o que era de costume, organizou tudo, despediu-se de todos os colegas e foi para o seu carro. Chegando a garagem do prédio, entrou no carro, deu a partida e engatou a ré, e saiu a toda força e acertando o carro que estava atrás. Sem ligar pro que tinha acontecido, foi embora.
Já na rua viu um posto com uma loja de conveniência, decidiu parar lá, estacionou e entrou na loja, pegou duas garrafas de uísque, pagou e foi embora. Mal sentara no banco, e já virava a bebida direto do gargalo. Não quis saber o que as pessoas diriam, ela só queria não sentir nada. Após quatro goles longos, ela deu a partida no carro e saiu cantando pneu entrou na avenida principal e foi em direção a um bairro famoso por ter variedades de diversões.
Chegando lá, ela diminui a velocidade e observa os garotos de programa, conversando alegremente. Ela para e olha para todos, chama um deles e combina o programa... Depois ela muda de idéia, e chama um segundo. Eles entram no carro e seguem para casa dela.
Ao chegar a sua residência, ela manda os dois tirarem a roupa, e irem tomar banho enquanto ela se preparava, nesse momento ela terminava de virar o resto da primeira garrafa e abria à segunda. Ela chega ao banheiro e pega as roupinhas que tinha comprado para sua grande noite, veste tudo e volta para o quarto e pega sua filmadora e põe numa posição que pegue todo quarto e começa a gravar. Minutos depois os dois rapazes já chegam preparados para começar seus serviços, porem ela nota que ambos estão com preservativo, e com sua boca os arranca. Eles não entendem, mas se ela esta pagando então atender o que ela que é o mínimo, pensam os dois. Então a festa começa Regina, bêbada faz tudo que quer e tudo que eles querem. vinte minutos de puro sexo e ainda havia meia garrafa de uísque, ela começa a virar a garrafa novamente e diz para os dois se prepararem novamente pois ela quer mais, pois homem pra ela não vale nada, e quer esquecer aquele que um dia fora o amor da vida dela. Sem pensar os dois jovens avançam para cima dela e tudo inicia novamente... Após vários minutos, eles caem pros lados e ela começa a gritar, se levanta, vai ate a bolsa paga e os manda embora, gritando, jogando as coisas mais próximas as suas mãos. Eles nem contam conversa, vão embora assustado, a chamam de louca.
Regina, volta pro quarto, chora aos soluços... Se sente suja, enojada... Mas não pelos dois garotos, não pela sua atitude, mas pelo idiota que já convivia há quase seis anos. Ela se arranha, se estapeia, morde os dedos... E lembra-se da câmera no quarto ainda gravando e a desliga. Pegando um envelope grande, coloca a câmera dentro, lacra e coloca o endereço de seu ex-namorado, pega o celular e manda um SMS para ele dizendo que venha pegar a câmera de manha.
Ela retorna ao banheiro, ainda anestesiada pelo álcool, e resolve tomar mais do uísque. Abre a torneira para encher a banheira. Ela abre uma das gavetas e pega sua navalha, nunca gostou dos barbeadores comuns para depilar as pernas. A água da banheira estava bem quente. Ela entra e se deita. Pega sua navalha e diz: “Agora eu assino esse termino com meu sangue...” – e corta as laterais internas das coxas ate a altura das virilhas e em instantes a água cristalina se torna um vinho bem encorpado. Ela coloca a cabeça para trás e sorri e relaxa no seu banho quente...


Eiji Kumamoto Neto
14/04010 - 21:42



P.S.: Roubei do blog de um amigo..
fiquei estática ao ler esse texto.hehehehe
Muuuuuito interessante
Leiam, interpretem, predigam, decifrem, decodifiquem... hahahaha ^^

Boa leitura, Viel Spass beim Lesen, Good reading, Bonne lecture, Buona lettura..:P

Ouvindo: Friday I'm in love- The Cure!

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